Separamos com clareza três coisas: o que está cientificamente estabelecido, o que se sabe de cada técnica, e o que é uma declaração do fabricante.
Estes são fenómenos físicos bem conhecidos da engenharia e da física dos edifícios. Não são opinião nem marketing:
Em materiais porosos (tijolo, pedra, reboco), a água do solo sobe pelos poros por capilaridade — quanto mais finos os poros, mais alto sobe. É descrita, de forma simplificada, pela lei de Jurin.
A água evapora à superfície da parede e deixa os sais que trazia dissolvidos. Esses sais cristalizam (eflorescências, salitre) e alguns são higroscópicos — atraem humidade do ar, mantendo a zona húmida. Ver salitre e sais higroscópicos.
Quando o ar húmido encontra uma superfície mais fria do que o seu ponto de orvalho, o vapor condensa. É um fenómeno distinto da capilaridade — e trata-se de forma diferente (ventilação, isolamento). Ver condensação.
Daqui decorre um princípio simples e consensual: primeiro é preciso identificar a causa (capilaridade, infiltração, condensação ou fuga) antes de escolher o tratamento. Ver a metodologia de diagnóstico.
Existem várias famílias de tratamento da humidade ascensional. Cada uma tem um princípio conhecido e um grau de evidência diferente:
Barreira física (DPC) e injeção de hidrófugos — técnicas estabelecidas de corte da subida capilar; a eficácia da injeção depende muito da execução, do material e da regularidade da parede.
Drenagem e rebocos de saneamento — atuam, respetivamente, sobre a água do solo e sobre a gestão dos sais/evaporação; são frequentemente complementares, não tratam sozinhos a causa.
Eletro-osmose — a sua eficácia é discutida na literatura técnica, com resultados relatados mistos; deve ser avaliada com sentido crítico.
Comparação completa e honesta de todas as técnicas: ver o guia dos tratamentos.
O princípio (declaração do fabricante): segundo o fabricante, o BOX-S-GEO atua sobre o campo magnético natural para inverter a subida capilar, de forma não destrutiva (sem furos, sem picar, sem eletricidade nem químicos).
O que NÃO afirmamos: não apresentamos este princípio como validado cientificamente. Seria desonesto reivindicar uma validação que não existe publicada.
O que apresentamos como prova: os resultados observados e medidos em cada obra — humidade medida, acompanhamento da secagem ao longo do tempo, e documentação caso a caso. É isso que o cliente pode verificar.
Limites e protocolo: a secagem é progressiva e o prazo depende da parede (espessura, materiais, ventilação). Por isso cada intervenção é acompanhada com medições antes/depois — ver como medimos.
Para nós, uma afirmação só vale o que a sustenta. Por isso:
Pedimos um diagnóstico com medições e dizemos-lhe a causa real — e a solução adequada, mesmo que não seja a nossa.
Física dos edifícios: capilaridade (lei de Jurin), evaporação e cristalização de sais, pressão de vapor e ponto de orvalho — conhecimento estabelecido de engenharia civil. As afirmações sobre o princípio de funcionamento do BOX-S-GEO são declarações do fabricante; os resultados são apresentados com base nas medições da Geo Portugal. Saúde e humidade interior: Direção-Geral da Saúde; OMS, Guidelines for Indoor Air Quality: Dampness and Mould.
Ver também: guia dos tratamentos · diagnóstico de humidade · GEO em resumo.