A explicação do fabricante para um dos motores da humidade ascensional — apresentada com honestidade, e distinguindo o que é física conhecida do que é interpretação do fabricante.
A humidade que sobe pela base das paredes — a chamada humidade ascensional — é, antes de tudo, um fenómeno de capilaridade bem conhecido. O que o fabricante acrescenta, para explicar porque a água sobe com tanta persistência em certos edifícios, é o chamado «efeito dínamo». Vamos explicá-lo de forma clara, sem exagerar o que não está provado.
Um dínamo é um dispositivo que transforma movimento em eletricidade. O fabricante usa essa imagem para descrever o que, segundo ele, acontece no terreno: a água que circula no solo está em movimento, e esse movimento, por atrito com as partículas do terreno, geraria um fraco potencial elétrico. É uma analogia — o solo não é uma máquina, mas o fabricante compara o fenómeno ao de uma pequena «pilha natural».
Na prática, o fabricante indica valores na ordem dos 50 a 500 mV (milivolts). São tensões muito baixas, mas, segundo a explicação do fabricante, suficientes para influenciar o modo como as moléculas de água e os sais dissolvidos se deslocam dentro dos poros da parede.
Segundo o princípio descrito pelo fabricante, a subida da água pela parede resulta de dois fatores que se somam:
Em materiais porosos — tijolo, pedra, reboco — a água do solo sobe pelos poros por capilaridade, como num torrão de açúcar mergulhado em água. Quanto mais finos os poros, mais alto a água tende a subir. Isto é conhecimento estabelecido, descrito de forma simplificada pela lei de Jurin.
A esse mecanismo, o fabricante acrescenta o efeito dínamo: o fraco potencial elétrico gerado no terreno, associado ao campo magnético terrestre, funcionaria como um impulso adicional que empurra a água e os sais para cima, dentro dos poros. É esta combinação — pilha natural + campo magnético — que, na descrição do fabricante, explica por que a água sobe de forma tão persistente.
A água do solo traz sais dissolvidos. Ao subir e evaporar-se à superfície da parede, deixa esses sais, que cristalizam — é o salitre que se vê nas paredes húmidas. Alguns são higroscópicos (atraem a humidade do ar) e mantêm a zona húmida. A cristalização e a higroscopicidade dos sais são, também elas, física estabelecida; o que o fabricante acrescenta é a ideia de que o potencial elétrico ajuda a transportar esses iões salinos para cima, a par da água.
Se, segundo o fabricante, a subida da água é reforçada por este impulso eletromagnético, a ideia da solução é atuar sobre esse impulso para o neutralizar. É esse o princípio que o BOX-S-GEO visa: um dispositivo não destrutivo (sem furos, sem picar, sem eletricidade nem químicos) que, segundo o fabricante, altera as condições que favorecem a subida, deixando a parede secar progressivamente. Para perceber o funcionamento passo a passo, veja como funciona o BOX-S-GEO.
Repare na honestidade da formulação: o fabricante descreve um princípio e a Geo Portugal apresenta medições. Não afirmamos que o efeito dínamo está «provado» — afirmamos que acompanhamos cada obra com leituras de humidade antes e depois, que é o que o cliente pode verificar.
Por isso o passo certo é sempre o diagnóstico: confirmar que se trata mesmo de humidade ascensional antes de propor qualquer solução. Comece pelo prédiagnóstico em 2 minutos.
Este princípio só se aplica à humidade ascensional. Antes de qualquer decisão, confirmamos a causa com medições no local — e, se for outra a origem, dizemo-lo com honestidade.
É a designação usada pelo fabricante para o seguinte princípio: a água em movimento no terreno geraria, por atrito, um fraco potencial elétrico (50–500 mV, como uma pilha natural) que, associado ao campo magnético terrestre, favoreceria a subida da água e dos sais pelos poros da parede. É a explicação do fabricante e não é apresentada como validada por estudos independentes.
São indicações do fabricante e variam conforme o edifício, o terreno e a humidade presente. A física da capilaridade e dos sais é conhecimento estabelecido; a leitura destes potenciais como motor da subida é a explicação do fabricante, acompanhada de medições caso a caso.
Não. A humidade ascensional é, antes de tudo, capilaridade. O efeito dínamo é a forma como o fabricante descreve um fator adicional que, segundo ele, contribui para a subida. Distinguimos sempre o conhecimento estabelecido da explicação do fabricante.
O fabricante indica uma secagem progressiva, tipicamente 18 a 24 meses, mas é uma indicação que varia conforme a parede. Por isso cada obra é acompanhada com medições antes e depois.
Na página o que diz a ciência, onde separamos o que está cientificamente estabelecido, o que se sabe de cada técnica e o que é declaração do fabricante.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: a capilaridade (lei de Jurin), a evaporação e a cristalização dos sais são conhecimento estabelecido de física dos edifícios. A descrição do «efeito dínamo» — potencial elétrico gerado pela água em movimento (indicações do fabricante: 50–500 mV) e a sua associação ao campo magnético terrestre — é uma explicação do fabricante, acompanhada de medições e não apresentada como validada por estudos independentes. Os prazos (18–24 meses) são indicações do fabricante e variam conforme o edifício. Ver o que diz a ciência. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial.
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