Porque é que o campo magnético do planeta aparece quando se fala de paredes húmidas? A explicação do fabricante — apresentada com honestidade, separando a física conhecida da interpretação do fabricante.
A humidade ascensional — a água que sobe pela base das paredes — é, em primeiro lugar, um fenómeno de capilaridade bem estabelecido. Mas por que razão sobe tanto num edifício e quase nada no vizinho? Para explicar essas diferenças, o fabricante aponta o terreno e o campo magnético terrestre. Vamos ver o que isso significa, sem exagerar o que não está provado.
O planeta comporta-se como um enorme íman: gera um campo magnético que atravessa o solo e o espaço, e que é usado, por exemplo, pela bússola. Isto é física estabelecida. Esse campo não é perfeitamente uniforme — varia de ponto para ponto consoante a composição do subsolo.
O subsolo não é homogéneo. Tem falhas geológicas, mudanças de rocha e, sobretudo, veias de água subterrânea. Segundo a explicação do fabricante, estas descontinuidades perturbam localmente o campo magnético terrestre — criam pequenas anomalias precisamente nos pontos onde a água circula no solo.
Segundo o princípio descrito pelo fabricante, a sequência seria a seguinte:
Onde há uma falha ou uma veia de água, o campo magnético terrestre fica localmente alterado. Cria-se uma zona de anomalia por baixo do edifício.
Essa anomalia funcionaria, na descrição do fabricante, como um corredor preferencial: um caminho em que as moléculas de água e os iões dos sais encontram menos resistência para se deslocarem para cima, somando-se ao impulso da capilaridade e ao chamado efeito dínamo.
A água, canalizada por esse corredor, entraria nos poros da parede e subiria — arrastando os sais dissolvidos que, ao evaporar à superfície, deixam o salitre característico. A cristalização e a higroscopicidade dos sais são, essas sim, física conhecida.
Se, segundo o fabricante, a subida da água é alimentada por esse corredor preferencial de origem geomagnética, a lógica da solução é atuar sobre esse corredor para o neutralizar. É esse o princípio que o BOX-S-GEO visa: um dispositivo não destrutivo — sem furos, sem picar, sem eletricidade nem químicos — que, segundo o fabricante, altera as condições que favorecem a subida, deixando a parede secar de forma progressiva. Para o funcionamento passo a passo, veja como funciona o BOX-S-GEO.
A formulação é deliberadamente honesta: o fabricante descreve um princípio e a Geo Portugal apresenta medições. Não afirmamos que a relação campo magnético / humidade está «provada» — afirmamos que acompanhamos cada obra com leituras de humidade antes e depois, que é o que o cliente pode verificar.
Por isso o passo certo é sempre confirmar a causa antes de propor uma solução. Comece pelo prédiagnóstico em 2 minutos.
Este princípio aplica-se à humidade ascensional. Antes de qualquer decisão, confirmamos a causa com medições no local — e, se a origem for outra, dizemo-lo com honestidade.
Segundo o fabricante, as descontinuidades do terreno (falhas, veias de água) perturbam localmente o campo magnético terrestre e criam um corredor preferencial que favorece a subida da água por capilaridade. É a explicação do fabricante e não é apresentada como validada por estudos independentes. A subida capilar em si é física bem estabelecida.
Sim, é um facto físico conhecido, usado pela bússola. O que é explicação do fabricante não é a existência do campo, mas o papel que as suas perturbações locais teriam como motor da subida capilar nas paredes.
Segundo o fabricante, visa inverter o corredor preferencial criado por essas perturbações, de forma não destrutiva (sem furos, sem picar, sem eletricidade nem químicos). A Geo Portugal não apresenta este princípio como validado cientificamente: apresenta os resultados medidos em cada obra.
O fabricante indica uma secagem progressiva, tipicamente 18 a 24 meses, mas é uma indicação que varia conforme a parede. Por isso cada obra é acompanhada com medições antes e depois.
Na página o que diz a ciência, onde separamos o conhecimento estabelecido, o que se sabe de cada técnica e o que é declaração do fabricante.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: o campo magnético terrestre e a subida da água por capilaridade (lei de Jurin), bem como a cristalização dos sais, são conhecimento estabelecido de física e de engenharia civil. A descrição do papel das descontinuidades do terreno (falhas, veias de água) como perturbadoras do campo magnético e geradoras de um «corredor preferencial» para a subida capilar é uma explicação do fabricante, acompanhada de medições e não apresentada como validada por estudos independentes. Os prazos (18–24 meses) são indicações do fabricante e variam conforme o edifício. Ver o que diz a ciência. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial.
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