Uma descrição objetiva do método mais difundido de barreira química — o que faz bem, onde tem limites, e que alternativas existem.
A injeção de resinas é, provavelmente, o tratamento de humidade ascensional de que mais ouviu falar. É uma técnica estabelecida e tem lugar em muitos casos — mas não é mágica nem funciona igual em todas as paredes. Aqui explicamos, de forma justa, como funciona, quais as vantagens, quais as limitações, e como se compara com abordagens não destrutivas.
O princípio é criar uma barreira química na base da parede, ali onde a água do solo sobe por capilaridade. O processo típico tem quatro fases:
Fazem-se furos numa fiada horizontal, geralmente próxima do solo, com um espaçamento e um diâmetro definidos pelo fabricante do produto e pela espessura da parede.
Nota: é esta etapa que torna o método invasivo — há sempre furação da alvenaria e, muitas vezes, remoção do reboco na zona a tratar.
Introduz-se um produto hidrofugante (frequentemente à base de silanos/siloxanos) nos furos. O produto difunde-se pelos poros da alvenaria e, ao reagir, procura tornar os capilares repelentes à água.
Objetivo: formar uma faixa contínua que trave a subida de água — daí a importância de uma difusão homogénea.
A barreira atua a partir do momento em que fica ativa, mas a água já presente acima dela precisa de tempo para sair. A parede seca progressivamente, ao longo de semanas ou meses, conforme a espessura e o ambiente.
O reboco degradado pelo salitre costuma ser substituído por um reboco de saneamento, adequado a paredes que ainda estão a libertar sais e humidade.
É justo reconhecer as vantagens que explicam a sua popularidade:
Do outro lado da balança, há aspetos que convém conhecer antes de decidir:
Por tudo isto, a injeção de resinas dá melhores resultados quando parte de um bom diagnóstico com medições e é executada por quem domina o produto e o tipo de parede.
A humidade ascensional pode ser abordada por vias diferentes. A injeção cria uma barreira física/química por furação; existem também soluções não destrutivas, que não implicam furar a parede. É o caso do BOX-S-GEO que a Geo Portugal utiliza. Segundo o fabricante, o dispositivo atua sobre o mecanismo de subida da água sem obra na alvenaria; nos casos que a Geo Portugal acompanha, a evolução é seguida com medições ao longo do tempo. Não se trata de uma prova científica, mas de resultados observados caso a caso — cada edifício é diferente.
Nenhum método é universalmente melhor: a injeção é uma opção válida e reconhecida, e a via não destrutiva é interessante quando se quer evitar furação, sobretudo em paredes espessas, heterogéneas ou de valor patrimonial. O critério de escolha deve ser sempre o edifício e o diagnóstico, não a moda. Veja a nossa comparação objetiva dos tratamentos de humidade ascensional e o Centro Técnico da Humidade para aprofundar.
Fazem-se furos na base da parede e injeta-se um creme ou resina hidrofugante que se difunde nos poros da alvenaria, criando uma barreira química que procura travar a subida de água por capilaridade. Depois a parede seca e o reboco degradado é substituído.
Não há garantia universal. O resultado depende do diagnóstico, da execução (número e espaçamento dos furos), do produto e das características da parede. Em paredes muito espessas, heterogéneas ou de pedra irregular a difusão é mais difícil, pelo que a eficácia pode ser menor.
Existem abordagens não destrutivas, como o BOX-S-GEO, que não implicam furar a parede. Cada solução tem indicações próprias; o mais importante é começar por um diagnóstico com medições para escolher o método adequado ao edifício.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: conteúdo com base na experiência de diagnóstico da Geo Portugal e em boas práticas de patologia da construção. A descrição da injeção de resinas corresponde ao funcionamento geral do método, que varia conforme o fabricante e o produto. As indicações sobre o dispositivo BOX-S-GEO correspondem à informação do fabricante; os resultados variam conforme o edifício e são acompanhados com medições, não constituindo uma validação científica. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial.
Peça um diagnóstico gratuito. Medimos a humidade, identificamos a causa e explicamos as opções — para não tratar às cegas.