Infiltrações

Infiltração de água nas paredes: causas e soluções

Onde a água entra, como reconhecer o problema e como tratar cada ponto de entrada — sem tratar às cegas.

Resposta rápida: A infiltração de água acontece quando a chuva entra na parede por um ponto de entrada do exterior: fachadas fissuradas, rebocos degradados, coberturas e telhados, terraços, caleiras e algerozes entupidos ou paredes enterradas contra o solo. Reconhece-se porque a mancha piora com a chuva e surge muitas vezes a meio ou no topo da parede. A solução é selar e impermeabilizar o ponto por onde a água entra — não pintar por dentro.

A infiltração é uma das causas de humidade mais confundidas com outras. Ao contrário da que sobe do chão, esta entra de fora para dentro, empurrada pela chuva e pela gravidade. Perceber por onde entra é metade do trabalho: só assim se sabe o que reparar.

O que é a infiltração de água?

Chamamos infiltração à passagem de água do exterior para o interior da parede através de um defeito da envolvente do edifício. A água aproveita uma fissura, uma junta aberta, um reboco poroso ou um sistema de escoamento avariado e percorre a parede até aparecer, muitas vezes a vários metros do ponto real de entrada. É por isso que a mancha visível raramente coincide com o sítio onde há que atuar.

Por onde entra a água? Os pontos de entrada típicos

Fachadas fissuradas e rebocos degradados

Fissuras, gretas e rebocos envelhecidos deixam a água da chuva penetrar na alvenaria, sobretudo nas fachadas mais expostas ao vento e à chuva batida.

Sinais: manchas do lado interior da parede exterior, que escurecem durante e após a chuva. Mais informação: impermeabilização e infiltrações.

Coberturas e telhados

Telhas partidas ou deslocadas, telas envelhecidas e remates mal executados deixam entrar água que escorre pelas paredes por baixo do telhado.

Sinais: manchas no topo das paredes, nos tetos do último piso e junto às chaminés e claraboias.

Caleiras, algerozes e tubos de queda

Quando estão entupidos, partidos ou mal inclinados, a água transborda e cai diretamente contra a fachada em vez de ser conduzida para fora.

Sinais: risco vertical de humidade na parede por baixo de uma caleira, que só aparece quando chove com intensidade.

Terraços e varandas

Impermeabilizações antigas ou ralos obstruídos fazem a água acumular-se e infiltrar-se pela laje até ao teto do piso inferior.

Sinais: manchas no teto por baixo de um terraço ou varanda, com o reboco a descolar.

Paredes enterradas (caves e semienterrados)

Paredes em contacto com o solo recebem a pressão da água do terreno. Sem impermeabilização e drenagem exteriores, a humidade passa para o interior.

Sinais: parede fria e húmida numa cave, que agrava nos períodos de chuva prolongada. Veja também cave húmida: o que fazer.

Como distinguir a infiltração da capilaridade e da condensação?

Estas três causas confundem-se, mas têm assinaturas diferentes. A infiltração piora com a chuva e costuma aparecer a meio ou no topo da parede, junto a um ponto de entrada. A humidade ascensional (capilaridade) sobe da base do chão, com salitre e um limite em forma de onda, e mantém-se seja qual for o tempo. A condensação forma-se por dentro, com bolor nos cantos e tetos e vidros embaciados, e agrava-se no inverno com a casa fechada — como explicamos no guia para distinguir condensação de capilaridade. Na prática, o critério mais útil é observar quando a mancha aparece: se acompanha a chuva, é quase sempre infiltração. Para os casos em que várias causas coexistem, a página humidade nas paredes ajuda a ver o quadro completo.

Como se trata cada ponto de entrada?

A regra é simples: trata-se a entrada, não a mancha. Numa fachada, selam-se fissuras e aplica-se um revestimento hidrófugo ou uma impermeabilização adequada ao suporte. Numa cobertura, substituem-se telhas e refazem-se remates e telas. Nas caleiras e tubos de queda, limpa-se, corrige-se a inclinação e reparam-se as juntas. Nos terraços, refaz-se a impermeabilização e desobstruem-se os ralos. Nas paredes enterradas, a solução passa por drenagem e impermeabilização pelo exterior sempre que possível. Pintar ou rebocar por dentro sem selar a origem só esconde o problema durante uns meses.

E se houver também humidade a subir do chão?

É comum encontrar infiltração numa parede e, ao mesmo tempo, humidade ascensional na sua base. São problemas distintos e cada um exige a sua resposta. Para a parte ascensional, a Geo Portugal utiliza o dispositivo BOX-S-GEO, uma solução não destrutiva; para a infiltração, atua-se sobre o ponto de entrada exterior. Por isso o passo certo antes de qualquer obra é um diagnóstico com medições, que separa as causas e evita tratar às cegas.

Perguntas frequentes

Como saber se a humidade da parede é uma infiltração?

O sinal mais claro é a mancha piorar com a chuva e melhorar no tempo seco. Aparece frequentemente a meio ou no topo da parede, junto a fissuras, coberturas, caleiras ou terraços — ao contrário da capilaridade, que sobe da base do chão.

Qual é a diferença entre infiltração e humidade ascensional?

A infiltração entra do exterior por um ponto concreto e piora com a chuva. A humidade ascensional sobe do solo pela base da parede, com salitre e limite em forma de onda, e mantém-se independentemente do tempo lá fora.

Como se trata uma infiltração de água?

Trata-se o ponto de entrada: impermeabilizar a fachada ou a fissura, reparar a cobertura, corrigir caleiras e algerozes, ou drenar e impermeabilizar paredes enterradas. Pintar por dentro sem selar a entrada não resolve.

Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.

Fontes e notas: conteúdo com base na experiência de diagnóstico da Geo Portugal e em boas práticas de patologia da construção. As indicações sobre o dispositivo BOX-S-GEO correspondem à informação do fabricante; os resultados variam conforme o edifício e são acompanhados com medições. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial.

Tem manchas que pioram com a chuva?

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