Bolor nos cantos, roupeiros que "suam" e ar abafado de manhã — porque acontece no quarto e como resolver.
O quarto é a divisão onde a humidade aparece com mais frequência, e nem sempre por acaso. Passamos ali várias horas de porta e janela fechadas, o que faz do quarto um caso de estudo perfeito de condensação. Vejamos porquê e o que fazer, passo a passo.
Uma pessoa a dormir liberta vapor de água ao respirar e ao transpirar durante toda a noite. Se forem duas pessoas, o dobro. Com a porta e a janela fechadas, esse vapor não tem por onde sair e o ar do quarto vai ficando saturado. Ao mesmo tempo, a temperatura desce de madrugada e as paredes arrefecem. Quando o ar húmido toca numa superfície fria, condensa — é a mesma física do vidro embaciado de manhã. É por isso que muitos quartos amanhecem com os vidros molhados e um cheiro abafado.
Os cantos exteriores e as zonas atrás de móveis grandes são sempre os pontos mais frios da parede. Um roupeiro encostado a uma parede exterior impede o ar de circular por trás: aquela superfície fica mais fria e mais húmida do que o resto do quarto, e o bolor instala-se primeiro aí — na parede e na traseira do próprio móvel.
O que observar: manchas escuras de bolor nos cantos superiores e no rodapé atrás dos móveis, vidros embaciados de manhã, roupa e paredes frias ao toque, ar pesado ao acordar. Para aprofundar, veja o nosso guia da condensação e o guia de bolor, diagnóstico e ventilação.
Pode. Em quartos no rés-do-chão ou em casas antigas sem corte hídrico na base das paredes, a água do solo sobe por capilaridade e mistura-se com a condensação. O sinal que distingue as duas é a localização: a condensação ataca sobretudo os cantos e o topo das paredes, enquanto a capilaridade se concentra na base (até cerca de 1–1,5 m), muitas vezes com salitre e reboco a soltar. Se vê humidade a subir do chão, leia sobre a humidade ascensional; é frequente coexistirem as duas causas no mesmo quarto.
A ordem certa é primeiro reduzir a produção e acumulação de vapor, depois melhorar a ventilação e, se o problema persistir, tratar a causa de fundo.
1. Ventilar todos os dias. Abrir a janela 10 a 15 minutos de manhã, com a cama destapada, renova o ar carregado da noite. Não secar roupa dentro do quarto.
2. Afastar os móveis das paredes frias. Deixar alguns centímetros entre o roupeiro e a parede exterior permite ao ar circular e evita o ponto frio permanente.
3. Garantir renovação de ar constante. Grelhas de ventilação ou um sistema de ventilação controlada evitam que o quarto volte a saturar sem ser preciso lembrar-se de abrir a janela. É a resposta de fundo para a condensação.
4. Diagnosticar se persistir. Se o bolor volta sempre, ou se há sinais de humidade a subir do chão, vale a pena um diagnóstico com medições para confirmar se há capilaridade por trás. Quando existe humidade ascensional, a Geo Portugal utiliza o dispositivo BOX-S-GEO, uma solução não destrutiva cujos resultados são acompanhados com medições ao longo do tempo. Encontra mais recursos no Centro Técnico da Humidade.
Dormimos várias horas seguidas naquele ar. Um quarto húmido e com bolor significa respirar esporos e um ar de pior qualidade durante grande parte da noite, o que pode agravar o desconforto respiratório de pessoas sensíveis. Explicamos esta relação em detalhe no guia da humidade e saúde. Não se trata de alarmismo, mas de mais uma razão para tratar o problema à séria e não apenas pintar por cima.
Porque à noite se liberta muito vapor pela respiração e transpiração, o quarto fica fechado durante horas e o ar arrefece. O vapor condensa nas paredes mais frias — atrás de roupeiros e nos cantos exteriores — e o bolor instala-se aí.
Quando está encostado a uma parede exterior fria, o ar não circula por trás e a superfície fica mais fria e húmida, favorecendo o bolor. Convém afastar o móvel alguns centímetros da parede para o ar poder circular.
A humidade excessiva e o bolor pioram o ar que se respira durante muitas horas. A DGS e a OMS associam ambientes húmidos e com bolor a maior risco de problemas respiratórios (alergias, rinite, asma). Perante sintomas, consulte um profissional de saúde.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: conteúdo com base na experiência de diagnóstico da Geo Portugal e em boas práticas de patologia da construção. A associação entre ambientes húmidos ou com bolor e problemas respiratórios (alergias, asma, rinite, bronquites) é reconhecida por entidades como a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS); este artigo não substitui aconselhamento médico. As indicações sobre o dispositivo BOX-S-GEO correspondem à informação do fabricante; os resultados variam conforme o edifício e são acompanhados com medições. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial.
Peça um diagnóstico gratuito. Identificamos a causa com medições — condensação, capilaridade ou ambas — e propomos a solução certa, sem tratar às cegas.