A moradia está em contacto direto com o solo e exposta a todas as faces — por isso acumula causas de humidade que um apartamento não tem. Veja como as distinguir.
Ao contrário de um apartamento protegido por outros pisos, uma moradia toca o solo e enfrenta o exterior por todos os lados: telhado, fachadas, terraço, cave. Cada uma dessas frentes é uma porta de entrada para a água. Perceber por onde entra é o primeiro passo — e o único que evita gastar dinheiro no tratamento errado.
Uma moradia assenta diretamente sobre o terreno. Se a base das paredes não tiver uma barreira estanque eficaz — e muitas casas antigas nunca a tiveram —, a água do solo sobe por capilaridade, como acontece num torrão de açúcar mergulhado em água. A isto junta-se a exposição total ao exterior: a chuva bate na fachada, escorre pela cobertura e acumula-se no terraço. E, quando a casa é fechada e pouco arejada, o vapor produzido no dia a dia condensa nas paredes frias. São causas diferentes que muitas vezes coexistem na mesma habitação.
É a causa mais frequente numa moradia, sobretudo no piso térreo. A água do terreno sobe pelo interior das paredes na falta de corte hídrico na base. Nota-se mais nas paredes assentes no solo e nas divisões que nunca secam.
Sinais: mancha na base das paredes (até cerca de 1–1,5 m), com limite em forma de onda, salitre esbranquiçado, reboco e tinta a soltar. Mantém-se mesmo em tempo seco. Mais informação: humidade ascensional.
Numa moradia, a cobertura, o terraço e as fachadas estão expostos à chuva e ao vento por todos os lados. Telhas partidas, caleiras entupidas, fissuras no reboco e juntas envelhecidas deixam a água entrar.
Sinais: manchas que pioram com a chuva, muitas vezes no topo das paredes, nos tetos do último piso ou junto a janelas e beirados. Mais informação: infiltrações e impermeabilização.
O vapor de água que produzimos ao cozinhar, tomar banho ou secar roupa condensa nas superfícies frias quando a casa não tem renovação de ar suficiente. Agrava-se no inverno.
Sinais: bolor nos cantos, tetos e atrás de móveis encostados a paredes exteriores, vidros embaciados, ar abafado. Mais informação: condensação e como a distinguir da capilaridade.
As paredes enterradas de uma cave ou garagem estão em contacto com o terreno em toda a sua altura e sofrem a pressão da água do solo, além da capilaridade. É uma das zonas mais difíceis de manter secas numa moradia.
Sinais: paredes frias e húmidas ao toque, gotículas, cheiro a mofo, sal e eflorescências no betão. Mais informação: cave húmida: o que fazer.
A regra é simples: cada causa exige a sua solução, e tratar apenas uma quando existem várias não resolve o problema. Para a capilaridade, a Geo Portugal utiliza o dispositivo BOX-S-GEO, uma solução não destrutiva para travar a subida de água pelas paredes; segundo o fabricante, atua sobre o mecanismo da humidade ascensional, e na Geo Portugal os resultados são acompanhados com medições ao longo do tempo. Para as infiltrações, atua-se na impermeabilização do ponto de entrada (cobertura, terraço ou fachada). Para a condensação, a resposta passa pela ventilação. E numa cave, pode ser preciso combinar várias abordagens.
Antes de qualquer obra, o essencial é um diagnóstico com medições que identifique todas as origens presentes na moradia. Veja também os tipos de humidade para reconhecer o que está a afetar a sua casa e consulte o Centro Técnico da Humidade para aprofundar cada causa.
Porque a moradia assenta diretamente sobre o solo e, na maioria dos casos, não tem uma barreira estanque eficaz na base das paredes. A água do terreno sobe por capilaridade, sobretudo no piso térreo, em garagens e em caves. É a causa mais comum de humidade numa moradia.
A capilaridade aparece na base das paredes (até cerca de 1 a 1,5 m), com salitre e limite em onda, e mantém-se mesmo em tempo seco. A infiltração aparece a meio ou no topo das paredes, junto a coberturas, terraços e fachadas expostas, e piora com a chuva. Um diagnóstico com medições confirma.
Impermeabilizar a fachada resolve infiltrações, mas não trava a água que sobe do solo por capilaridade. Se a origem for ascensional, é preciso atuar nessa causa. Por isso o diagnóstico deve identificar todas as origens antes de qualquer obra, para não tratar apenas parte do problema.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: conteúdo com base na experiência de diagnóstico da Geo Portugal e em boas práticas de patologia da construção. A humidade e o bolor em habitações estão associados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), a um maior risco de problemas respiratórios — alergias, asma, rinite e bronquites —, sobretudo em crianças e pessoas sensíveis; este texto tem caráter informativo e não substitui aconselhamento médico. As indicações sobre o dispositivo BOX-S-GEO correspondem à informação do fabricante; os resultados variam conforme o edifício e são acompanhados com medições. Este artigo não dispensa um diagnóstico presencial.
Peça um diagnóstico gratuito. Identificamos todas as causas presentes com medições e propomos a solução certa para cada uma — sem tratar às cegas.