Parecem-se, mas são coisas diferentes — e tratá-las como se fossem a mesma leva ao tratamento errado.
É frequente confundir os dois: ambos são sinais de humidade e podem aparecer na mesma casa. Mas o salitre é um depósito mineral e o bolor é um ser vivo. Reconhecer qual está à sua frente é o primeiro passo para não gastar dinheiro no tratamento errado.
| Critério | Salitre | Bolor |
|---|---|---|
| Natureza | Sais minerais cristalizados (depósito, não é vivo) | Fungo (organismo vivo) |
| Cor | Branco, por vezes acinzentado | Escuro, esverdeado, acastanhado ou preto |
| Aspeto e textura | Seco, pulverulento, esfarela ao toque; por vezes cristais ou "penugem" branca | Manchas com textura, aveludado ou viscoso; pode ter cheiro a mofo |
| Onde aparece | Base das paredes e zonas onde a água evapora | Cantos, tetos, atrás de móveis, zonas frias e mal ventiladas |
| Origem típica | Água que atravessa a parede (capilaridade/infiltração) e deixa os sais ao evaporar | Excesso de humidade no ar interior — condensação por ventilação insuficiente |
| Direção do tratamento | Travar a origem da água e remover os sais | Atuar sobre a ventilação e a condensação |
O salitre forma-se quando a água que anda no interior da parede chega à superfície e evapora, deixando para trás os sais que trazia dissolvidos. Aparece como uma camada branca, seca e pulverulenta, que se solta ao passar a mão, muitas vezes na base das paredes ou junto a manchas de humidade. É um sintoma: indica que há água a atravessar a parede.
Onde saber mais: veja o que é o salitre e, quando a origem for a subida de água do solo, o guia da humidade ascensional.
O bolor é um fungo que se desenvolve em superfícies húmidas e mal ventiladas. Apresenta-se em manchas escuras ou esverdeadas, com alguma textura, e surge sobretudo nos cantos, tetos, em torno das janelas e atrás de móveis encostados a paredes frias. Está quase sempre ligado à condensação e a uma ventilação insuficiente.
Onde saber mais: o bolor resolve-se atuando sobre a origem — a ventilação. Comece pelo diagnóstico de humidade para confirmar a causa.
Porque as origens são diferentes. O bolor vive do vapor de água em excesso no ar interior: a resposta passa por melhorar a ventilação e reduzir a condensação — limpar a mancha sem corrigir a ventilação faz o bolor voltar. O salitre vem de água que atravessa a parede: aqui é preciso travar a origem dessa água e depois remover os sais, seguindo uma ordem (veja como eliminar o salitre). Quando a causa é capilar, existem várias técnicas, comparadas no guia de tratamentos da humidade ascensional.
Nada impede que os dois coexistam na mesma parede — uma base com salitre por capilaridade e cantos com bolor por condensação. Por isso o diagnóstico com medições é o passo que evita tratar um problema e deixar o outro por resolver.
O salitre são cristais de sais brancos, secos e pulverulentos, na base das paredes ou onde a água evapora. O bolor é um fungo, com manchas escuras ou esverdeadas e textura, ligado à condensação, em cantos e tetos.
Não. O salitre vem de água que atravessa a parede e deixa sais ao evaporar; o bolor vem de humidade em excesso no ar interior, tipicamente condensação por ventilação insuficiente. Por isso os tratamentos diferem.
O bolor trata-se atuando sobre a ventilação e a condensação; o salitre trata-se travando a origem da água e removendo os sais. Um diagnóstico confirma o caso, até porque podem coexistir na mesma parede.
Autor: Equipa técnica da Geo Portugal.
Fontes e notas: conteúdo com base na experiência de diagnóstico da Geo Portugal e em boas práticas de patologia da construção. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa um diagnóstico presencial, que confirma a causa antes de qualquer intervenção.
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